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Sensores inteligentes para entender o ruído da construção

Como identificar melhor as fontes de ruído e reduzir a poluição sonora em áreas urbanas? Este projeto piloto utiliza sensores inteligentes para monitorar o ruído de construções em Amsterdã.

Identificando sons de construção

A poluição sonora é uma preocupação crescente em Amsterdã, sendo os ruídos de construção um dos principais contribuintes. Ela pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo distúrbios do sono, estresse e fadiga. Nosso laboratório está trabalhando em colaboração com o Departamento de Planejamento Espacial e Sustentabilidade da cidade de Amsterdã em um projeto piloto que utiliza sensores para medir e compreender melhor o ruído de construção. Ao implantar tecnologia inteligente, buscamos obter uma compreensão mais profunda da natureza do ruído de construção e estabelecer as bases para soluções responsáveis ​​e políticas públicas bem fundamentadas.

O excesso de ruído na cidade pode causar sérios incômodos aos moradores e também danos à saúde. O programa de medição visa obter uma compreensão mais profunda dos ruídos gerados pelas construções. Uma melhor compreensão também pode levar à redução do incômodo a longo prazo, por exemplo, com o uso de técnicas mais silenciosas.— Carlo Schoonebeek, oficial sênior de pesquisa e desenvolvimento de políticas, Gemeente Amsterdam

Exemplos de canteiros de obras em Amsterdã – Imagens de Girish Vaidya

Obtendo informações mais detalhadas sobre o ruído da construção

Os medidores de nível sonoro tradicionais medem os níveis de decibéis, mas oferecem um contexto limitado. No entanto, o incômodo causado pelo ruído muitas vezes depende do tipo e da fonte sonora. Este projeto piloto busca ir além das leituras em decibéis para explorar as características únicas do ruído de construção.

Nosso objetivo é desenvolver uma solução que não apenas registre os sons da construção, mas também identifique automaticamente suas fontes específicas. O projeto utiliza um novo sensor de som desenvolvido pela TU Delft que detecta o som, mede uma série de características acústicas (como intensidade e nitidez) e as classifica em tempo real.

Essa abordagem é particularmente útil para entender o ruído da construção. Afinal, a perturbação sonora não se resume apenas à intensidade do som, mas também ao tipo de som (agudo ou grave, constante ou oscilante, zumbido ou batida) e à sua causa (como a cravação de estacas ou a perfuração).

Esse nível de detalhamento pode fornecer informações valiosas tanto para os geradores de ruído (por exemplo, construtoras) quanto para as comunidades afetadas por ele. Para departamentos municipais, como o de Pesquisa e Desenvolvimento, pode servir de base para futuras regulamentações e planejamentos relacionados ao ruído.

Outro objetivo fundamental do projeto é avaliar e aprimorar ainda mais o sensor da TU Delft. Uma questão central é se o ruído da construção pode ser efetivamente distinguido de outros sons urbanos, como o tráfego.

O ruído de perfuração refere-se ao som produzido durante o processo de perfuração, principalmente ao usar ferramentas elétricas ou pneumáticas. A intensidade desse ruído pode variar dependendo do tipo de furadeira, do material a ser perfurado e da técnica de perfuração empregada. Ferramentas com ponta de diamante geralmente produzem sons de perfuração mais silenciosos, enquanto furadeiras de impacto, que combinam a ação de martelar com a perfuração, podem gerar ruídos mais altos, especialmente ao perfurar materiais resistentes como o concreto.

O ruído de cravação de estacas refere-se aos sons altos produzidos durante o processo de cravação de estacas (grandes colunas de material) no solo, geralmente como parte de projetos de construção, como fundações de edifícios. Esse ruído é gerado pelo impacto de uma máquina semelhante a um martelo atingindo a estaca ou por vibrações provenientes de outros métodos de cravação. O ruído pode ser bastante incômodo, especialmente em áreas urbanas, e pode até atingir níveis que excedem as normas locais.

Dois sons de construção comuns

Perfuração (onda)

Empilhamento (onda)

Detalhes do projeto

Cada nó sensor inclui um microfone de uso geral (ICS-43434) capaz de medir a intensidade sonora e identificar tipos de som. Todo o processamento de dados ocorre localmente no sensor, ou seja, nenhum áudio é gravado, armazenado ou transmitido. O sensor foi apresentado como hardware aberto durante a conferência Inter.noise 2024 em Nantes, em agosto de 2024, onde foi exibido para um público científico internacional.

Sensores foram instalados em quatro canteiros de obras em Amsterdam Oost, Zuid e West. Cada local representa um tipo diferente de atividade — construção nova, demolição, obras de bonde e reforma — garantindo a captação de uma gama diversificada de sons da construção. As medições começaram no início de junho e continuarão pelo menos até o final de agosto.

Visão geral da localização dos sensores

Um total de 12 sensores foram instalados em 4 canteiros de obras (veja a imagem abaixo). A distribuição é a seguinte:

  • 3 canteiros de obras localizados entre Amsterdam Zuid e Amsterdam Oost
  • 1 canteiro de obras localizado em Amsterdã Oeste
  • Cada local está equipado com 3 sensores.

Coleta e análise de dados responsáveis

Este projeto cumpre integralmente os requisitos legais de privacidade. Todas as métricas acústicas são processadas diretamente no sensor, sem que nenhum áudio bruto seja salvo ou transmitido. Além disso, o design do sensor — tanto o hardware quanto o software — será totalmente de código aberto para promover a transparência e a colaboração em toda a comunidade de pesquisa.

Fonte: https://responsiblesensinglab.org/projects/smart-sensors-to-understand-construction-noiseAnúncios

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E-book Kindle: Sustentabilidade Ambiental Acústica – Direito a cidades livres de poluição sonora

O Direito à cidade limpa, saudável e sustentável, livre de poluição sonora e da  emissão de ruídos excessivos e desnecessários é o tema central deste livro. Desenvolvimento urbano sustentável requer políticas para o ecodesign das cidades, livres de poluição ambiental sonora. 

São apresentadas propostas regulatórias para qualidade ambiental sonora urbana. E para as cidades terem políticas públicas para promover a ecoeficiência ambiental acústica e sustentabilidade ambiental acústica e o uso de tecnologias limpas, saudáveis e sustentáveis. É fundamental da integração das políticas públicas urbana, de transporte, trânsito, meio ambiente e saúde, para fins de prevenção e controle da poluição ambiental sonora.  Diversos direitos fundamentais são impactados pela poluição ambiental sonora pelos ruídos e emissão de ruídos excessivos, desnecessários e danosos. Entre os direitos impactados estão: o direito à vida, direito à qualidade de vida, direito à saúde, direito de propriedade, inviolabilidade domiciliar acústica, bem estar e conforto ambiental, paz ambiental sonora sustentável entre outros.  Nova política pública para transporte urbano de passageiros deve estar vinculada ao princípio da ecoeficiência ambiental acústica, para o transporte limpo, saudável e sustentável, livre de poluição sonora. Deve-se seguir os parâmetros da Organização Mundial da Saúde que define o limite máximo de ruídos para trânsito e transporte de 53 dB (A) para o dia e 45 dB (A) para a noite.  O livro está alinhado aos objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas: trabalho decente, saúde e bem estar, educação de qualidade, inovação, infraestruturas e indústria, cidades e comunidades inclusivas, produção e consumo responsável, mudanças climáticas, paz e instituições eficazes. 

São apresentadas novas políticas públicas para incentivar a inovação institucional, legal, ambiental e industrial, em direção do desenvolvimento sustentável das cidades.    São mostrados parâmetros para efetivar o princípio da proibição do retrocesso ambiental e o poluidor-pagador, bem como para a paz ambiental sonora sustentável.  E apresentadas inovações tecnológicas que contribuem para o monitoramento da qualidade ambiental sonora das cidades. Em síntese, o livro aponta as opções paras as cidades limpas, saudáveis e sustentáveis, livres de poluição ambiental sonora.

A venda na Amazon.

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Entrevista com o Dr. Ericson M. Scorsim sobre ruídos e poluição ambiental sonora

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Newsletter Direito da Comunicação – Edição especial do mês do meio ambiente – Junho/2023 está disponível

A newsletter Direito da Comunicação, com edição mensal, apresenta as principais questões da regulação setorial que impactam os serviços de tecnologias, telecomunicações, internet, TV e rádio por radiodifusão e TV por assinatura.

Neste mês a Newsletter tem edição especial, homenagem ao mês do Meio Ambiente e traz assuntos relacionados.

A edição de Junho/2023 está disponível.

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Evento: Ciência e Tecnologia na Atuação do Ministério Público

Debate ruídos e poluição sonora em evento do Ministério Público do Estado de São Paulo e Instituto de Pesquisas Tecnológicas

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Newsletter Direito da Comunicação – Edição do mês de Abril/2023 está disponível

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Newsletter Direito da Comunicação – Edição do mês de Março/2023 está disponível

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Newsletter Direito da Comunicação – Edição do mês de Fevereiro/2023 está disponível

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Newsletter Direito da Comunicação – Edição do mês de Novembro/2022 está disponível

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Newsletter Direito da Comunicação – Edição do mês de Outubro/2022 está disponível

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