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Governança ambiental antirruídos e smart cities

Em homenagem ao Dia do Meio Ambiente, compartilho vocês meu novo artigo.

No contexto para cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis, alinhadas às metas de desenvolvimento sustentável da ONU, é urgente a adoção de programas de governança ambiental de monitoramento de ruídos e controle da poluição sonora.

Esta nova política pública deve valorizar um novo modelo de urbanismo ambiental e ecohumanista, com ecodesign urbano, isto é, cidades mais humanas que priorizem a vida humana e a qualidade ambiental e a saúde ambiental.  Cidades para pessoas, no dizer do urbanista Jan Gehl. É fundamental superar o modelo mecanicista e barulhento por detrás do urbanismo clássico. Precisamos do compromisso da gestão ambiental com a qualidade total, com adoção de regras, padrões, procedimentos, padrões de qualidade ambiental acústica. Um dos indicadores da qualidade de vida é a qualidade ambiental acústica. Assim, o novo urbanismo deve ter como prioridade absoluta a vida humana, a qualidade ambiental e saúde ambiental e proteção às pessoas com neurodiversidade cognitiva e auditiva diante dos ruídos. 

A gestão das cidades deve obrigatoriamente promover os valores da educação ambiental acústica, sustentabilidade ambiental acústica, princípio da eficiência acústica e valorização do direito à paisagem sonora do meio ambiente natural.   Também, deve considerar princípios de ética ambiental (o poluidor sonora causa danos às pessoas e desrespeito diversos direitos fundamentais: direito à vida, direito à saúde, direito ao trabalho, direito ao descanso, direito ao bem estar, direito à cultura da quietude, direito de propriedade e moradia, direito à inviolabilidade domiciliar)  e contamina e estética ambiental (ruídos causam a feiura da paisagem acústica e causam a sujidade e toxidade do meio ambiente. E a governança ambiental deve  promover a cidadania ambiental participativa no enfrentamento da poluição sonora, inclusive com programas de incentivos de acesso às tecnologias de monitoramento  acústicos pelos cidadãos, em programas de cidadania e ciência.  Também, a gestão urbana deve incorporar as diversas inovações tecnológicas para  o monitoramento ambiental dos ruídos nas cidades. Há diversas tecnologias disponíveis: inteligência artificial, dispositivos de internet das coisas (IoT),  radares acústicos, mapas de ruídos 3D, câmeras acústicas, entre outras. É urgente também a aceleração de programas de mobilidade sustentáveis, com incentivos aos veículos elétricos.

 É urgente a incorporação no sistema de transporte coletivo de ônibus elétricos, os quais contribuem para praticamente a eliminação da poluição atmosférica e a poluição sonora.  Ônibus elétricos beneficiam os passageiros, os quais têm seus direitos à qualidade do serviço público respeitado, e as áreas urbanas vizinhas às linhas de ônibus, atualmente degradadas por causa da poluição atmosférica e acústica. O princípio da proibição do retrocesso ambiental demanda metas ambiciosas para aceleração dos programas com ônibus elétricos.  Também, os princípios da proteção insuficiente do poder público aos direitos fundamentais, especialmente o direito à cidade e qualidade de vida e qualidade ambiental.  A política pública com metas irrazoázeis e desproporcionais podem ser objeto de controle de sua inconstitucionalidade, devido à omissão do governo em adotar prazos mais razoáveis para resolver uma situação urgente nas cidades.  Principalmente, cidades mais ricas devem ser obrigatoriamente metas ambiciosas para o enfrentamento das mudanças climáticas e o aquecimento global. O denominado “branding ecológico” das cidades devem incorporar metas audaciosas no controle da poluição sonora. Uma área residencial contaminada pela poluição acústica, por exemplo, do sistema de transporte coletivo tem o risco de desvalorização do valor dos imóveis.

Há inclusive métodos de precificação da desvalorização de imóveis causadas pela poluição ambiental. Outro aspecto a ser considerado é a regulamentação melhor do trânsito urbano, considerando-se a dimensão ambiental acústica. Por isto, são necessárias medidas para a redução de velocidade em áreas predominantemente residenciais. E ainda no aspecto da política urbana é fundamental a definição de áreas de quietude urbana, com a máxima proteção ambiental contra os ruídos dos agentes poluidores.  Outro ponto a destacar na governança ambiental é demanda pela tributação antirruídos, isto é, a utilização pelos governos locais de taxas ambientais antirruídos. Assim, para tornar efetivo o princípio do poluidor-pagador, alguns setores poluidores sonoros podem ser alvo da taxa ambiental: indústria de equipamentos para construção civil,  construtoras, prestadores de serviços de jardinagem, indústria de equipamentos de jardinagem, condomínios, prestadores de serviços para condomínios, empresas do sistema de transporte público coletivo de passageiros, proprietários e/ou condutores motocicletas, automóveis, caminhões, entre outros.  Além disto, alguns equipamentos poluidores acústicos devem ser banidos pelos governos locais como é o caso de equipamentos de jardinagem como: sopradores de folhas, roçadeiras, podadeiras, entre outros. Outro ponto é a demanda por novo zoneamentos ambientais urbanos de modo a se respeitar o princípio da proibição do retrocesso ambiental. Segundo a Organização Mundial da Saúde ruídos acima de 50 (cinquenta) decibéis são fatores de risco à saúde. Por isto, é urgente o engajamento dos governos locais para superar o status quo atual tóxico e insano da permissidade aos ruídos e aos poluidores, em estado de impunidade. É fundamental a política ambiental ser mais energética, com medidas preventivas e repressiva,  para reduzir os ruídos nas cidades. É urgente medidas para eliminar, reduzir e isolar os ruídos. 

Enfim, caro leitor, você pode participar  do movimento antirruídos em sua cidade, apresentado reclamações, sugestões, pedidos de informações às autoridades competentes e cobrando atitudes responsáveis dos poluidores, para superamos estas condutas ilegais, irresponsáveis, antissociais, insanas e  insustentáveis ambientalmente.

Ericson Scorsim. Advogado e Consultor no Direito Público. Doutor em Direito pela USP.  Fundador da Associação Monitor Ambiental Antirruídos. Autor do ebook Movimento Antirruídos para cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis, Curitiba, edição autoral, Amazon, 2022, e do ebook Condomínios inteligentes, saudáveis e sustentáveis, Curitiba, edição autoral, Amazon, 2023. 

Crédito de Imagem: Google

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Sustentabilidade Ambiental Acústica – Deveres e obrigações dos condomínios residenciais

Compartilho com vocês o Manifesto da Monitor Ambiental Antirruídos.

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Sustentabilidade Ambiental Acústica – Direitos Fundamentais

Compartilho com vocês o Manifesto da Monitor Ambiental Antirruídos.

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Geopolítica do 5G

Compartilho com vocês declarações sobre a Geopolítica do 5G à Revista Plural da prestigiada Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo.

Matéria veiculada na página 22. A revista completa pode ser acessada em: https://issuu.com/revistaplural/docs/plural22_completa_issuu_mar2023

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Lançamento da Associação Monitor Ambiental AntiRRuídos

Monitor Ambiental AntiRRuídos é uma associação civil dedicada à promoção da sustentabilidade ambiental e acústica, a educação ambiental acústica, o princípio da eficiência acústica, a defesa da qualidade ambiental, a defesa da qualidade de vida no ambiente residencial e urbano, o enfrentamento da poluição ambiental acústica, a pesquisa ambiental e científica, entre outros valores.

A Associação está alinhada aos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.

Ruídos de máquinas poluidoras causam a degradação ambiental e perda da qualidade de vida. Ruídos impactam a saúde humana, a saúde pública, a saúde auditiva, e a saúde ambiental. Ruídos comprometem a comunicação, o trabalho, o bem estar e descanso, o direito de propriedade, o direito de moradia, entre outros bens fundamentais.

Para termos cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis precisamos de medidas para a prevenção e repressão aos ruídos causados por agentes poluidores como máquinas, equipamentos, ferramentas,  motocicletas, ônibus, automóveis, caminhões, aeronaves, serviços, entre outros.

Para termos condomínios inteligentes, saudáveis e sustentáveis precisamos da educação ambiental acústica. Os condomínios, urgentemente, precisam adotar medidas de governança, compliance e transparência na gestão ambiental, com o compromisso com a sustentabilidade ambiental acústica e a proteção da qualidade de vida no ambiente residencial, livre dos ruídos.

Devemos respeitar o princípio da proibição do retrocesso ambiental, o princípio da prevenção de dano ambiental e o princípio do poluidor-pagador.

Precisamos, urgentemente, superar comportamentos antissociais, insanos, insustentáveis e ilícitos relacionados aos ruídos.

Precisamos, urgentemente, da inovação ambiental, tecnológica, cultural e comportamental para o enfrentamento dos ruídos.

Precisamos, urgentemente, da inovação tecnológica  industrial  para alcançar a plena eficiência acústica de equipamentos, máquinas, produtos, ferramentas, etc, com o compromisso à sustentabilidade ambiental acústica.  Necessitamos conscientizar, sensibilizar e mobilizar os consumidores para adquirir produtos e serviços silenciosos com selos de eficiência acústica.

O lançamento do Monitor Ambiental AntiRRuídos na data de 29 de março de 2023 é simbólico. É, também, um presente de aniversário para a cidade de Curitiba. Se a cidade quiser ser uma cidade inteligente, saudável e sustentável, precisa adotar medidas mais efetivas para enfrentar a poluição ambiental acústica e os ruídos.  

Mas, a Associação transcende o âmbito local. Seu objetivo é alcançar o Brasil e cruzar as fronteiras para que, no futuro, possamos articular ações com parceiros estratégicos internacionais, no enfrentamento dos ruídos e da poluição ambiental acústica.

Você está convidado para participar do Movimento Antirruídos, acesse nosso website: https://antirruidos.wordpress.com/

Ericson Meister Scorsim

Diretor-Presidente do Monitor Ambiental AntiRRuídos

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As tecnologias de geofence para monitoramento ambiental de ruídos de motocicletas. As inovações tecnológicas para cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis

Há diversas tecnologias que podem contribuir com o monitoramento ambiental dos ruídos de motocicletas no trânsito das cidades. Esta poluição ambiental acústica do trânsito causa a degradação ambiental, a degradação do ambiente residencial, degradação do ambiente de trabalho, a perda da qualidade de vida, cria riscos à saúde pública e à saúde ambiental, perturba o bem estar e descanso público, causando diversos outros danos ambientais.   Ruídos de trânsito é uma verdadeira epidemia nas cidades. Ruídos causam danos aos sistemas cognitivo, nervoso, cardiovascular, endócrino, digestivo, sistema de sono, entre outros.

Há falhas regulatórias que impossibilitam a fiscalização de trânsito. Há um estado de inconstitucionalidade devido à omissão do poder público no combater a poluição ambiental sonora das motocicletas. Estas tecnologias podem contribuir para a segurança no trânsito e segurança pública.  É urgente que o poder de polícia de trânsito e poder de polícia ambiental seja atualizado para que seus sistemas incorporem as inovações tecnológicas na gestão de suas atividades para identificar, monitorar, rastrear e fiscalizar os poluidores acústicos infratores das normas de trânsito. As inovações tecnológicas no monitoramento dos ruídos são fundamentais para garantir a concretização dos princípios da proibição do retrocesso ambiental, princípio da prevenção do dano ambiental, princípio do poluidor-pagador, princípio da proibição da proteção deficiente aos direitos fundamentais, princípio da segurança ambiental, entre outros. Cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis devem incorporar as inovações tecnológicas para o controle da poluição ambiental sonora do trânsito. Uma das tecnologias disponíveis é geofence, uma espécie de “cerca virtual”, aonde ocorre o monitoramento das motocicletas.

Esta tecnologia define um perímetro virtual, em determinada áreas geográfica, mediante os sistemas de geolocalização, como GPS (global positioning system), endereços IP, RFID (identificação por radio frequência), Wi-Fi, entre outros.  O GPS (global positioning system) contribui para o monitoramento, rastreamento e vigilância. Outra opção tecnológica é RFID (radio frequencies identification), a qual utiliza as radiofrequências para identificar objetos, em tempo real. É uma técnica para a identificar e coletar dados, via etiquetas inteligentes, denominadas “tags”.  E ainda outra opção é a tecnologia GIS (geography information system), sistema de informação geográfica, o qual coleta e processa dados geográficos.

A tecnologia de internet das coisas (IoT),  espécie de sensores acústicos e/ou radares acústicos contribui, significativamente, para identificar, monitorar, vigiar e rastrear os ruídos das motocicletas. Tecnologia de inteligência artificial, machine learning, softwares acústicos, também contribuem significativamente para o monitoramento dos ruídos ambientais do trânsito. As tecnologias de videomonitoramento do trânsito também contribuem para a fiscalização da poluição sonora causada pelos infratores. Com estas tecnologias é possível definir áreas residenciais “zero emissão de ruídos”, para a proteção da qualidade ambiental, saúde e bem estar dos cidadãos residentes no bairro. Assim, é possível determinar áreas de restrição de acesso às motocicletas poluidoras ambientais. Programas de educação ambiental de trânsito para motoristas, estilo ecodriving (direção no trânsito sustentável ambientalmente), podem contribuir para a redução dos níveis de poluição ambiental sonora nas cidades. Sistema de alertas para motoristas via mensagens em celulares, podem colaborar para prevenir a poluição acústica.  Paris e Nova Iorque têm iniciativas relevantes na utilização de radares acústicas no controle da poluição sonora do trânsito.

Estas inovações tecnológicas podem contribuir para a melhoria da segurança pública. Quanto maior a poluição acústica pior o funcionamento de sistemas de detecção do disparo de arma de fogo, mediante a utilização de softwares e inteligência artificial.  Por isto, o tema da poluição acústica na cidade também está associado à segurança pública. Resumindo-se: há diversas inovações tecnológicas que podem e devem ser incorporadas na gestão pública municipal para o exercício eficiente do poder de polícia de trânsito e o poder de polícia ambiental. É preciso construir um ecossistema tecnológico para a proteção da qualidade ambiental acústica das cidades. As cidades brasileiras estão muito atrasadas no controle da poluição sonora do trânsito, em especial das motocicletas.  

Por isto, para termos cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis, é fundamental a incorporação de inovações tecnológicas no monitoramento ambiental dos ruídos das motocicletas. É obrigação dos municípios atualizar sua legislação de modo a incentivar as inovações tecnológicas no combate, mediante o exercício de seu poder de polícia administrativa, à poluição sonora causada por motocicletas barulhentas.   

Ericson Meister Scorsim. Advogado e Consultor em Direito Público. Doutor em Direito pela USP. Autor do livro Movimento antirruídos para cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis, edição autoral, Amazon, 2022.

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Estratégia Nacional de Segurança Cibernética dos Estados Unidos

O governo norte-americano divulgou sua estratégia nacional de segurança cibernética para 2023.  Alguns eixos temáticos da política da segurança cibernética norte-americana. Primeiro, a defesa das infraestruturas críticas. O objetivo é fortalecer a defesa cibernética dos operadores de infraestruturas críticas: como bancos, empresas de energia, telecomunicações, internet, entre outros. Os padrões da política da segurança cibernética  servirão de apoio a segurança nacional e à segurança pública. Por isto, a regulação de segurança cibernética deverá servir à segurança das infraestruturas críticas.  Haverá a harmonização a regulação existente. Um dos objetivos estratégicos é escalar a colaboração entre o setor público e o setor privado para a gestão eficiente de riscos cibernéticos.  Outro ponto é a integração das agências federais responsáveis pela segurança cibernética.  Outro objetivo estratégico é a atualizar as normas de respostas a incidentes e processos e modernizar a defesa federal e as agências civis.

Outro pilar é a disrupção e o desmantelamento de ameaças por agentes malignos. Deste modo,  haverá a integração federal das atividades de disrupção, mediante o fortalecimento  da parceria operacional público-privada  para a disrupção das atividades dos adversários. Outro objetivo estratégico é aumentar a velocidade e escala do compartilhamento da inteligência e a identificação das vítimas. Outro objetivo estratégico é a prevenção de abusos contra as infraestruturas norte-americanas. Além disto, a contenção de crimes cibernéticos e a derrota do “vírus” ransomware estão como metas do plano de segurança cibernética. Outro pilar da arquitetura de segurança cibernética é a modelagem das forças de mercado para segurança e a resiliência.  Assim, há a regras para garantir a segurança dos dados pessoais. Outro ponto estratégico é desenvolver a segurança em aplicações de internet das coisas. Adicionalmente, o aumento da responsabilidade por software e serviços inseguros é outro tema da estratégica nacional de segurança cibernética. 

A utilização de empréstimos federal e outros incentivos em segurança é outro objetivo estratégico. Nas compras públicas pelo governo serão adotadas medidas para aumentar a responsabilidade em segurança cibernética. Neste contexto, serão ampliados o sistema de seguros diante de incidentes cibernéticos catastróficos. Outro pilar é investir na resiliência futura, com a garantia das bases para a internet segura.  Haverá o reforço a pesquisa federal e o desenvolvimento em segurança cibernética.  Haverá a preparação para o futuro pos-quantum.  Outro objetivo estratégico é a segurança do futuro em energia limpa.  Também, o apoio ao desenvolvimento de ecossistema com identidade digital. O desenvolvimento da estratégia nacional para o fortalecimento da força de trabalho em cibernética é outro tema relevante.  Outro pilar-chave é realização de parcerias internacionais para alcançar objetivos compartilhados.

A construção de coalização para a conter ameaçadas ao ecossistema digital. O fortalecimento da capacidade em parcerias internacionais é outra meta, para expandir da habilidade norte-americana para dar apoio aos aliados e parceiros. Outro objetivo estratégico é a construção de coalizações para reforçar normas globais para o comportamento de responsável dos estados. E outro ponto é garantia da cadeia de suprimentos global em informação, comunicações e produtos tecnológicos e serviços operacionais.

Enfim, são algumas lições dos Estados Unidos que podem inspirar o Brasil para avançar sua estratégia nacional de segurança cibernética.

** Todos os direitos reservados, não podendo ser reproduzido ou usado sem citar a fonte.

Ericson Scorsim. Advogado e Consultor no Direito Regulatório das Comunicações. Doutor em Direito pela USP. Autor do livro Jogo Geopolítico e Tecnologias de Comunicações 5G: Estados Unidos e China: Análise do impacto no Brasil e os desafios, riscos e oportunidades, Amazon, 2022.

Crédito de Imagem: Entrepreneur

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Tema de segurança nacional não pode ser analisado pela Organização Mundial do Comércio, diz Estados Unidos na controvérsia com controle de exportações de semicondutores para China

O governo dos Estados Unidos manifestou-se perante a Organização Mundial do Comércio e afirmou que tema de segurança nacional não pode ser apreciado pela Organização Mundial do Comércio.  A manifestação foi feita no âmbito da controvérsia sobre as medidas de controle de exportações de semicondutores adotadas pelo governo norte-americano na controvérsia com a China. Segundo o governo norte-americano, questões de segurança nacional são temas políticos e por isto não estão sob o alcance da competência das atribuições da Organização Mundial de Comércio. 

Cada integrante da Organização Mundial do Comércio pode determinar medidas para a proteção de sua segurança nacional. Por isto, estas questões não estão subordinadas às regras do GATTT de 1994 e ao Acordo de Propriedade Intelectual.  Por outro lado, a China argumenta que houve o uso abusivo do controle de exportações de semicondutores pelo governo norte-americano, em violação aos princípios do livre comércio, liberdade de investimentos e regras de proteção intelectual.  Não há data definida para a solução da controvérsia perante a Organização Mundial do Comércio.   

Ericson M. Scorsim. Advogado, Consultor no Direito Regulatório das Comunicações.  Doutor em Direito pela USP. Autor do livro Jogo Geopolítico e Tecnologias de Comunicações 5G: Estados Unidos e China: Análise do impacto no Brasil e os desafios, riscos e oportunidades, Amazon, 2022.

Crédito de Imagem: Mundo Conectado

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Entrevista a CBN especial: Acesso ao sistema modal com menos poluição sonora é desafio para cidades saudáveis

Compartilho com vocês entrevista para o terceiro capítulo da série ‘Mobilidade inteligente – Alternativas e soluções para cidades saudáveis’, CBN especial, com o tema “Movimento Antirruídos para termos cidades limpas, sustentáveis e saudáveis, sem poluição sonora”, em matéria assinada da jornalista Taynara Borges.
Título da matéria: Acesso ao sistema modal com menos poluição sonora é desafio para cidades saudáveis

Ouça através do link:

https://audioglobo.globo.com/cbn/podcast/feed/686/cbn-especial

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Conferência sobre Direito das Comunicações e o Direito Digital

Compartilho com vocês link da minha Conferência sobre Direito das Comunicações e o Direito Digital no Primeiro Congresso Iberoamericano de Direito Digital, liderado pelo Dr. Jorge Negrete do DPL Group.